Portal Supply Chain

esg

A importância do ESG no Supply Chain – Case Citrosuco

Muito se fala em ESG e o seu impacto no mundo da cadeia de produção. A propósito, o conceito tem sido utilizado em diferentes tipos de negócios ao redor do mundo. Assim, em todas as cadeias, há que se falar e aplicar esse pilar. E, a fim de personificar o conceito de ESG no Supply Chain, nada melhor do quem o aplica para falar sobre o assunto.

Um dos grandes exemplos de aplicação e sucesso do ESG é a Citrosuco, maior produtor global de suco de laranja, detendo 45% desse mercado no Brasil, e 25% no mundo. Tudo isso sem mencionar demais subprodutos industrializados de laranja, como óleos essenciais e ração animal. Como Operations and Supply Chain Director, Cláudio Coelho Filho destrincha o assunto para Ciclo Academy.

O que é ESG?

Environmental, Social, Governance. Esses são os três pilares que formam um dos conceitos mais defendidos na busca pelo equilíbrio. Através de aplicações nesse sentido, as instituições se mostram responsáveis para com o desenvolvimento ambiental, social e governamental, além de provar o seu caráter sustentável.

Environment

Para Environment, a preocupação ambiental deve atingir alguns requisitos. Dentre eles estão questões como gestão de resíduos, utilização de fontes de energias renováveis, posicionamento em relação às mudanças climáticas, logística reversa, política de negociação com fornecedores e políticas de eliminação de poluição do ar.

Social

Da mesma maneira, o pilar Social apontam para alguns critérios necessários. Os principais deles tratam questões como: promoção do bem-estar da comunidade na qual a instituição está inserida, promoção do bem-estar dos colaboradores através de benefícios e vantagens, posicionamento acerca de questões de direitos humanos, promoção de políticas de inclusão e diversidade, dentre outros.

Governance

Por fim, o pilar Governance denota a preocupação com a transparência e efetividade gerencial. Nesse caso, a ideia é fazer com que as instituições funcionem de modo a atender os interesses das várias partes interessadas. Ou seja, as ações e direcionamentos devem completar desde o operacional até os acionistas e cadeia administrativa, além dos clientes, obviamente. Para isso, os principais critérios são a transparência contábil e administrativa, gestão de riscos, remuneração justa, conselhos independentes, relatórios fidedignos e alguns outros quesitos.

Ao cumprir de maneira leal esses, e outros, requisitos recomendados pelo conjunto de padrões ESG, as instituições praticam uma espécie de reparação e retribuição pelo impacto que causam. Dessa forma, a cadeia de suprimentos caminha para se aproximar cada dia mais de uma relação sustentável entre recursos, comunidade, meio ambiente e suprimento de necessidades.

Realidade atual do Comércio Exterior 

Na situação em que vivemos atualmente, é importante enxergar, no âmbito das mudanças globais, algumas questões que fazem todo o sentido. Especialmente nesse período pandêmico, quase pós, sobraram impactos negativos como, por exemplo, a falta de matéria-prima. Além disso, o Labor Disruption (preocupação com as pessoas) também se faz uma necessidade cada vez maior apontada pelo dinamismo global. A matriz energética em xeque também é uma questão a se observar, ao mesmo tempo em que a prática Just in Time se encontra comprometida.

Essas não são as únicas questões vividas pelo globo. Afinal, esse é um momento de pressão inflacionária e de desafios da redução de movimentação e aumento de burocracias.

Como resultado, cresce a necessidade de novos produtores locais, novas embalagens e transformação das cadeias globais para locais. Logo, se vê necessidades claras de aplicar resiliência, visibilidade e transparência nas cadeias, a fim de transformar o processo em sustentável.

Impactos da aplicação ESG no Supply Chain

Aqui, então, é um bom ponto para a inserção do ESG no Supply Chain. Isso porque, considerando os valores já descritos e as necessidades apontadas, certamente é uma boa ideia apostar no equilíbrio. “No fim do dia, o que importa é impactar positivamente o planeta, a sociedade , o produto e as pessoas”, conforme as palavras de Cláudio Filho .

Assim, a primeira consideração a respeito do assunto é sobre pintar o que não existe. O conjunto de padrões ESG traz à tona, ou pretende trazer, esse equilíbrio necessário à sustentabilidade. Em segundo lugar, é preciso que se estabeleça um objetivo final claro sobre a conexão com o ESG. Afinal, não é apenas sobre dizer que se faz, mas sobre o impacto real que as ações trazem para a cadeia de suprimentos. Então, é importante ter em mente os objetivos e, então, fazer com que as ações institucionais se encaminhem para lá.

Por fim, os investidores estão engajados nos planos de longo prazo, que é o caso da aplicação ESG. Como exemplo disso, as expectativas apontam para fundos sustentáveis chegando R$ 52 trilhões em 2025, em valores de ativos. Assim, é preciso mensurar objetivos e ações práticas de impacto que preencham lacunas a médio e longo prazo.

Jornada da Citrosuco

Embora tenha lançado agora os compromissos ligados ao ESG para 2030, a jornada Citrosuco já vem de mais de uma década. Isso se mostra, por exemplo, através de participações em GRI’s – Global Reporting Initiative – e estudos de valores de sustentabilidade. Além disso, os compromissos lançados apontam para onde a empresa quer chegar.

Assim, dentre as muitas decisões, são 6 os principais compromissos assumidos pela instituição, que pretendem ser alcançados com aplicação de ESG no Supply Chain. Esses compromissos pretendem fomentar a biodiversidade, contribuir com a resiliência climática, gerir os recursos sustentáveis racionalmente, impulsionar a transformação social, promover a diversidade, equidade e inclusão e apresentar-se com 100% do fornecimento de suco de forma sustentável.


E, tem muito mais sobre isso na participação de Cláudio Coelho Filho no Kick Off Supply Chain! Veja no Vídeo Abaixo:

CATEGORIAS

POSTS RECENTES

NEWSLETTER

Inscreva-se em nossa Newsletter

Fique ligado em nossas novidades!